terça-feira, 3 de maio de 2011

Zen e Meditação

Zen significa meditação

Atenção, disciplina, relaxamento, tudo isso reforça a volta da sua atenção à sua mente.

Concentração não é meditação porque concentração é uma propriedade da mente e meditação é um caminho para nos ajudar a sermos um observador da mente.

Em sânscrito meditação é dhyana. Todas as traduções do termo dhyana tiveram dificuldades, por exemplo, quando os monges budistas chegaram na China, eles não puderam encontrar a palavra correta para traduzir para o Chinês, então eles escreveram dhyana, que para os chineses soava como zana. E ainda, o japonês ‘Zen’ é uma transfiguração da palavra dhyana.

No ocidente, Meditação promove uma idéia que facilmente pode ser confundida, como se você estivesse meditando sobre alguma coisa. Meditar sobre alguma coisa é uma atividade, não muito diferente da concentração - está sempre relacionado com alguma coisa. O que dhyana diz, é sobre deixar qualquer coisa na qual você possa concentrar-se, contemplar ou meditar. É abandonar tudo. Nada sobra – somente aquele ser que estava se concentrando ou contemplando. Existem métodos para ajudar nisso.

Entretanto, reforçando, treinar a mente para a concentração é inútil porque ela prossegue revoltando-se, ela continuará caindo de volta para seus velhos hábitos. Você a puxa de volta novamente, e ela escapa. Você a traz de novo para o assunto o qual estava se concentrando e subitamente descobre que está pensando em outra coisa - você esqueceu sobre o que estava se concentrando. Isso não é uma tarefa fácil. Ser apenas um observador dela, porém, é uma coisa bem simples... Tudo que você precisa fazer é observar. Seja o que for que esteja acontecendo em sua mente, não interfira, não tente pará-la.

Não faça coisa alguma. Apenas observe. Observar não é um fazer. Assim como você observa o pôr do sol ou as nuvens no céu, observe o tráfego de pensamentos: relevante, irrelevante, consistente, inconsistente, qualquer coisa que esteja ocorrendo. Você simplesmente observa, mas não se preocupa com nada. Seja observador. Nada é da sua conta: se for ambição que estiver passando, deixe-a passar; se for raiva passando, deixe-a passar. Se for alegria ou amor, continue a deixar passar. Não interfira, não julgue. São apenas pensamentos passando. Deixe-os passar e apenas observe.

Essa é uma simples metodologia de observar a mente, onde você "não tem nada a ver com isso"... Abandone a obrigação de saber qualquer coisa sobre o que você observa. Você verá o que está errado, onde alguma coisa está errada, mas você permanece separado. Apenas fazendo e treinando isso, um dia, subitamente, você será capaz de observar sua mente sem julgá-la – esse procedimento traz a quietude.

Muitas vezes você irá fracassar, mas isso não deve preocupá-lo... Não há nenhuma perda, isso é natural. No entanto, uma vez que tenha sentido paz, por menor que tenha sido o tempo de duração, uma vez que você tenha, mesmo por um único momento, se tornado o observador, você então saberá como se tornar o observador!

Meditação, portanto, é simplesmente observação, consciência. E isso apenas revela - não inventa nada. Você encontra a quietude... Uma vez nesse espaço, sua mente sai renovada, atenta. Você continuará a viver no mesmo mundo, mas não do mesmo modo. Você estará entre as mesmas pessoas, mas não com a mesma atitude, não com a mesma abordagem.

Você irá viver como um lótus na água: dentro d'água, porém absolutamente intocado pela água.

Osho

2 comentários:

  1. Que belo espaço em luz, tens aqui. Gostei muito, Sandra.
    Apesar de morar em Campinas/SP, sou gaúcho. Meus pais moram em Taquara, bem pertinho de Gramado.
    Beijo carinhoso e paz, menina.

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  2. Fico tão contente com tuas palavras, Luciano! Ainda mais elas chegando no dia do meu aniversário, foram um presente! Sou de Porto Alegre, mas moro em Gramado há 5 anos. Amo muito a nossa Serra! Bj de luz para ti!

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